Filiados do PDT e PSB rejeitam candidatura de Rosani Donadon

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Interferência do ex-prefeito Melki Donadon e a falta de consulta aos filiados foram os principais motivos para negarem apoio à candidatura de Rosani Donadon

O que parecia confortável para o grupo do ex-prefeito, Melki Donadon (PDT), virou pesadelo para a candidata Rosani Donadon (MDB) que tenta voltar para a prefeitura com a eleição suplementar marcada para o dia 3 de junho. Ela foi afastada da administração municipal, no final de abril, por determinação da Justiça Eleitoral que indeferiu o seu registro, anulando o diploma e consequentemente do mandato.

Mas, a batalha de Melki e Rosani a cada dia sofre uma derrota diferente antes mesmo da realização do pleito. Pelos menos dois partidos que poderiam apoiar Rosani decidiram pular foram e seus filiados agora manifestam apoio ao candidato Eduardo Japonês.

Antes da convenção, que definiu os partidos coligados à candidatura de Rosani Donadon e o seu vice Darci Cerutti, os filados do PDT em Vilhena já haviam se manifestado contra o apoio a Rosani. É que a rejeição de Melki Donadon dentro do partido é grande, mas mesmo assim o senador Acir Gurgacz autorizou a filiação do ex-prefeito, o que gerou desconforto entre os partidários pedetistas locais. Com a entrada de Melki na agremiação, a princípio o PDT reforçaria o bloco de partidos coligados, mas a estratégia de Melki deu errado.

O diretório municipal e a maioria dos filiados não aceitaram a coligação do Rosani e os pedetistas decidiram apoiar o candidato Eduardo Japonês. Nem na relação dos oito partidos coligados aparece o PDT.

Outro que também não deve caminhar junto à candidatura de Rosani é o PSB. O partido tem como presidente municipal, Miguel Câmara, que foi secretário de Administração da gestão Rosani Donadon, sendo que a representação maior do partido em Rondônia é o próprio governado do Estado, Daniel Pereira.

O PSB, apesar de estar na lista dos oito partidos coligados, não dará suporte, através dos seus filiados, à candidatura de Rosani. Os partidários do PSB alegam que Miguel Câmara foi o responsável pela aproximação da sigla com Melki e o grupo de apoio a Rosani, mas a adesão do partido foi arbitrária e monocrática. Miguel Câmara teria decidido por conta própria apoiar Rosani usando o nome do partido, sem consultar os filiados. O protesto foi registrado em cartório, por meio de uma ata assinada por membros da agremiação.

No início desta semana, a maioria dos filados ao PSB de Vilhena declarou apoio à candidatura de Eduardo Japonês e Maria José.

Assessoria